top of page

Os 25 melhores livros lidos em 2025

  • Foto do escritor: Michele Costa
    Michele Costa
  • 17 de dez. de 2025
  • 6 min de leitura

Ler neste ano foi uma experiência intensa: muita coisa boa chegou às livrarias, autores surpreenderam e alguns títulos ganharam destaque por aqui. A seguir, você confere os 25 melhores livros lidos em 2025.


A ideia não é criar um ranking definitivo, mas destacar obras que realmente valeram o tempo investido: livros bem escritos, marcantes e que se mantiveram na cabeça depois da última página.


melhores livros lidos 2025

A História da Caminhar - Rebecca Solnit (Martins Fontes, 2016)

A partir de suas próprias vivências, a jornalista e ativista Rebecca Solnit busca responder perguntas sobre o início da caminhada e seu significado. O ponto central do livro é mostrar como o ato de caminhar transforma a relação entre corpo e mente - e também a forma como enxergamos cidades cada vez mais projetadas para carros. Confira as impressões aqui.


Retrato de um Artista Quando Jovem - James Joyce (Penguin Companhia, 2016)

Em páginas densas e emotivas, Joyce narra a maturação psicológica, acadêmica, religiosa e filosófica de Stephen Dedalus, seu alter ego, acompanhando-o da infância à vida adulta na conturbada Irlanda do início do século XX.


Literatura Infantil: Cartas ao Filho - Alejandro Zambra (Companhia das Letras, 2024)

Dando continuidade à narrativa da memória, Zambra reflete sobre o nascimento e o crescimento de seu filho aos 42 anos. Ao longo de uma série de contos e textos autobiográficos, o autor cria uma espécie de diário de paternidade para registrar um mundo que a criança esquecerá - e que, ao mesmo tempo, revela um pai em transformação.


Não Sou Poeta - Victor Heringer (Companhia das Letras, 2024)

Embora seja mais conhecido pela prosa, a estreia de Victor Heringer em livro foi como poeta. A obra reúne poemas - muitos inéditos - produzidos em diferentes mídias, estilos e formatos, revelando a liberdade criativa de um artista no auge de sua produção.


Dias Exemplares - Walt Whitman (Carambaia, 2019)

Em uma espécie de diário íntimo - como já havia feito em Folhas de Relva (1855) -, Whitman conta a história de sua família e o início de sua carreira como linotipista e jornalista, oferecendo ao leitor pistas sobre sua formação profissional e cultural, suas leituras preferidas e as artes que o inspiraram.


Se a Rua Beale Falasse - James Baldwin (Companhia das Letras, 2019)

Focado exclusivamente em uma história de amor negra, James Baldwin expõe as falhas do sistema de justiça criminal e o racismo estrutural por meio da voz de Tish, uma jovem que descobre estar grávida após Fonny, seu companheiro, ser preso sob a falsa acusação de estupro.


Ficção 2006-2014 - Alejandro Zambra (Companhia das Letras, 2021)

Reunindo toda a ficção escrita pelo autor chileno — desde a estreia com o aclamado Bonsai até o inclassificável Múltipla Escolha —, a obra é uma oportunidade interessante para observar as mudanças de estilo e maturidade do escritor ao longo dos anos. Leia as impressões da obra aqui.


Diários 1973-1974 - Mércia Albuquerque Ferreira (Editora Pontiguariana, 2025)

Conhecida por defender presos políticos durante os anos de chumbo, Mércia relata os dias violentos sob o governo de Emílio Garrastazu Médici: o estado dos detidos, as conversas com militares e policiais, e as mães que buscavam ajuda para encontrar filhos desaparecidos pelo regime autoritário. O livro inspirou o monólogo Lady Tempestade, interpretado por Andrea Beltrão no papel de Mércia.


Johnny Panic e a Bíblia de Sonhos - Sylvia Plath (Biblioteca Azul, 2020)

Publicado postumamente, o livro cobre um período de 14 anos de escrita de Sylvia Plath. Misturando realidade e ficção, retrata o universo plathiano de maneira crua, isto é, o mal-estar na civilização em sua forma mais íntima.


Simpatia - Rodrigo Blanco Calderón (Incompleta, 2024)

O autor narra uma Caracas em colapso e uma população em fuga. As pessoas se transformam em "cachorros": caminham longas distâncias porque não têm dinheiro para transporte, desmaiam de fome e encontram meios de continuar vivas enquanto buscam pertencimento em meio ao caos.


Vida, Velhice e Morte de uma Mulher do Povo - Didier Eribon (Âyiné, 2024)

Cruzando biografia, sociologia, literatura e filosofia, o autor conta a história de sua mãe para refletir sobre o luto e questionar o envelhecimento em uma sociedade que idolatra a juventude eterna. Clique aqui para saber mais.


Flecha - Matilde Campilho (Editora 34, 2022)

Escrito durante a pandemia, o livro de Matilde oferece uma espécie de bússola ao leitor ao registrar histórias, imagens e sentimentos construídos a partir de observações silenciosas. De uma sensibilidade do início ao fim.


Belos Fracassados - Leonard Cohen (Todavia, 2024)

Em 1960, Leonard Cohen se isolou em Hydra, na Grécia, para escrever Belos Fracassados. Sob anfetaminas e LSD, a obra gira em torno de quatro personagens imperfeitos: um narrador sem nome, sua esposa Edith, seu amigo e mentor F., e Catherine Tekakwitha.


Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas - Augusto Boal (Editora 34, 2019) 

Publicado originalmente na Argentina, em 1974 - período em que o dramaturgo estava exilado após ser preso pelo regime militar brasileiro -, o livro analisa momentos-chave da poética teatral do Ocidente, de Aristóteles a Brecht, passando por Maquiavel. O autor também explica os fundamentos técnicos e teóricos do trabalho do ator desenvolvidos por ele no Teatro de Arena, do qual foi um dos fundadores.


Coração das Trevas - Joseph Conrad (Martin Claret, 2009)

O livro acompanha a jornada do capitão Charles Marlow pelo interior da África, contratado por uma companhia comercial para encontrar o enigmático Kurtz, um explorador de marfim que enlouqueceu. A narrativa expõe a brutalidade do colonialismo belga e, de maneira mais profunda, a descida do homem à barbárie e os aspectos mais sombrios da natureza humana.


Sandman - Neil Gaiman (Panini)

Mesmo não sendo um livro, a HQ merece destaque pela força do roteiro e dos traços. Morpheus, Senhor do Mundo dos Sonhos, é capturado por um ocultista que pretendia aprisionar a Morte. Após décadas de cativeiro, ele escapa e precisa recuperar suas ferramentas de poder - a areia, o elmo e o rubi - e se adaptar ao mundo moderno, enquanto o Sonhar permanece abandonado. A saga explora a mitologia dos Perpétuos e a relação do Sonho com o mundo humano e outros reinos, como o Inferno.


História do Suicídio - Georges Minois (Editora Unesp, 2018)

Com o objetivo de enfrentar um dos últimos grandes tabus do nosso tempo, o historiador francês se debruça sobre documentação extensa para ampliar nosso repertório de argumentos e reflexões sobre o tema.


Blade Runner - Philip K. Dick (Aleph, 2019)

Rick Deckard é um caçador de recompensas que vive em uma São Francisco decadente, coberta por poeira radioativa que dizimou diversas espécies de animais e plantas. Um novo trabalho pode ser sua chance de melhorar de vida e realizar um sonho: comprar uma ovelha de verdade para substituir a réplica elétrica que cria em casa. Para isso, ele precisa localizar e "aposentar" seis androides fugitivos que se passam por humanos. Mas suas convicções começam a ruir quando percebe que a linha entre o real e o artificial já não é tão nítida quanto imaginava.


Como Nasce um Miliciano - Cecília Olliveira (Bazar do Tempo, 2025)

Cecília Olliveira, um dos principais nomes do jornalismo investigativo do país, desvenda a trajetória de Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Cabo Bené, homem que passou de policial militar a líder miliciano até ser executado junto com outros onze homens numa operação policial em Itaguaí, não por acaso, às vésperas das eleições de 2020. Com linguajar acessível, a autora revela a complexa teia que transforma agentes do Estado em criminosos, expondo as alianças entre polícia, política e crime organizado que sustentam as milícias.


O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman (José Olympio, 2016)

Para tratar o quadro de "depressão nervosa" da esposa, o marido, um médico, a confina em um quarto. A história é narrada como um diário, no qual a protagonista, impedida de trabalhar e socializar, desenvolve uma obsessão pelo papel de parede do espaço onde está presa, levando-a a uma deterioração mental. Um clássico da literatura feminista.


Contra a Interpretação - Susan Sontag (Companhia das Letras, 2020) 

Os ensaios reunidos no volume desafiam a tendência de explicar demais a arte, defendendo uma experiência mais direta, sensorial e menos intelectualizada das obras. Ao criticar métodos tradicionais de análise, Sontag propõe uma abordagem que valoriza a forma, a sensação e o impacto estético, consolidando o livro como um marco no pensamento crítico contemporâneo.


Vou te Dizer o que Penso - Joan Didion (Harper Collins, 2023)

Joan Didion contemplou sua vida através das palavras, ou seja, foram elas - junto com suas observações detalhistas - que lhe deram corpo que a sustentou por mais de oito décadas. Em Vou te Dizer o que Penso, a escritora debate diversos temas, sempre com a escrita como tema central.


Elogio ao Amor - Alain Badiou & Nicolas Truong (Martins Fontes, 2013)

A obra, inspirada em entrevistas, defende o amor como uma contraexperiência ao individualismo contemporâneo e como um gesto de confiança no acaso, explorando o tema de forma filosófica e por meio de diferentes perspectivas históricas.


A Poética do Suicídio em Sylvia Plath - Ana Cecília Carvalho (Editora UFMG, 2023)

A morte de Sylvia Plath aconteceu em meio a uma intensa produção poética, que haveria de incluí-la, por fim, entre as autoras mais importantes do século XX. A partir disso, Ana Cecília analisa a escrita a partir da psicanálise.


Emboscada no Forte Bragg - Tom Wolfe (L&PM, 2008)

Publicada originalmente em capítulos na revista Rolling Stone, o autor discute sobre os limites entre verdade e ilusão, documento e manipulação, nos telejornais, abordando temas como a homofobia e as milícias privadas.


©2020 por desalinho.

bottom of page