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Show: Caminhos Selvagens

  • Foto do escritor: Michele Costa
    Michele Costa
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

No escuro, a banda aguarda a entrada da cantora. Segundos depois, Catto surge no palco com um vestido prateado de franjas e uma jaqueta de couro. Os gritos e aplausos da plateia do Sesc Bom Retiro dão o tom do show Caminhos Selvagens. O disco - presente na lista dos 50 melhores álbuns nacionais de 2025 - e a turnê marcam um novo renascimento para a artista, que transforma a liberdade criativa em um espetáculo explosivo e singular.


Desde os primeiros minutos, o espectador é envolvido pela força e pela sensualidade de Catto e de sua banda; os acordes iniciais de "Eu te Amo" evidenciam essa intensidade. É com essa áurea que a cantora celebra 15 anos de carreira, revisitando faixas marcantes de trabalhos anteriores, como O Nascimento de Vênus Tour (2021) e Belezas São Coisas Acesas por Dentro (2023). Assim, as músicas surgem menos como lembranças e mais como organismos vivos - mutáveis, indomáveis - que acompanham a própria metamorfose da artista.


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Após a agitação inicial, a plateia entra em um breve estado de calma, hipnotizada pela presença cênica da cantora, que retira a jaqueta para dar continuidade ao espetáculo. A tranquilidade, porém, dura pouco: ao soar os primeiros acordes de "Para Yuri Todos os Meus Beijos", o público se transforma novamente. Mas é em "Saga", interpretada com potência pela tecladista Júlia Kluber, que o show atinge outro patamar.


show caminhos selvagens

As releituras de Gal Costa surgem como um gesto simbólico poderoso. Catto evoca o espírito transgressor de Gal, artista que sempre compreendeu a música como espaço de liberdade, risco e invenção - valores que atravessam Caminhos Selvagens do início ao fim.


O resultado é um espetáculo revigorante, que deixa a plateia em estado de euforia absoluta. O público responde com gritos e entrega, reconhecendo que está diante de algo raro: uma artista que escolheu não se domesticar.

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