• Michele Costa

Holly George-Warren: por trás de grandes biografias

Holly George-Warren não é tão conhecida no Brasil. Aliás, só agora, está sendo traduzida por aqui. É ela que está por trás do livro “Janis Joplin: Sua Vida, Sua Música” (Editora Seoman), que acabou de ser lançado. Não foi a primeira biografia (e nem o primeiro livro) que escreveu: Holly é autora premiada de 16 livros, entre eles duas biografias: “A Man Called Destruction: The Life and Music of Alex Chilton” e “Public Cowboy #1: The Life and Times of Gene Autry” e o best-seller do New York Times: “A Estrada Para Woodstock” (Editora Belas-Letras, 2019) ao lado de Michael Lang.


Nascida em Nova York, Holly sempre foi apaixonada por música. Fez de sua paixão, seu trabalho: ela já escreveu para diversas publicações, destacando The New York Times, Rolling Stone e Entertainment Weekly, além de ter atuado como consultora em documentários como “Muscle Shoals”, “Nashville 2.0” e “Hitmakers”.


Aproveitando o embalo do lançamento do seu novo livro, a biografia definitiva de Janis, conversamos rapidamente com a escritora. A seguir, você confere como foi o processo de desvendar a maior cantora dos anos 60/70.


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Você tem escrito sobre música há décadas. O que te levou a escrever sobre o assunto?

Eu sempre adorei a música de Janis e eu estava curiosa em saber como ela se tornou a musicista fantástica que foi.


Janis é uma figura mística em nosso imaginário, e muito se escreveu sobre sua música e sua vida - inclusive muitas outras biografias. Você teve acesso a um imenso material sobre a vida dela, incluindo diários, fotos, cartas e outros documentos. Como você se sentiu ao entrar em contato com tudo isso?

Adorei ler suas cartas - isso ajudou a entender quem ela realmente era. Ela criou uma persona para seus fãs e para a mídia, mas em suas caras, você conhece a verdadeira Janis. Existem fotos incríveis dela! Ela era uma artista visual, o que lhe deu um grande sucesso de estilo.


Janis era uma garota tímida e com medo do palco, que cresceu em uma cidade conservadora. Mesmo que ela tenha fugido do Texas, parece que ela sempre carregou algumas cicatrizes desse período. Você acha que essas experiências podem ajudar a explicar a necessidade dela de ser amada por quem ela era através da música?

Sim. Ela era amada quando menina, então seus colegas se voltaram contra ela quando ela tinha cerca de 16, 17 anos. Isso causou muita dor, e como ela morreu tão jovem, ela não amadureceu o suficiente para não sentir mais aquela dor.


Desde a morte de Janis, há quase 50 anos, as novas gerações continuam descobrindo, ouvindo e amando sua música. Podemos dizer que ela é uma espécie de porta-voz de cada desajustado que tenta encontrar o seu caminho?

Sim, com certeza! Ela era tão encorajadora para as pessoas “fazerem suas próprias coisas” e ela ficaria emocionada com a aceitação de hoje e de tantos estilos de vida.


Atualmente, Holly faz parte da comissão de indicação do Rock & Roll Hall of Fame e leciona na Universidade Estadual de Nova York, em New Paltz.


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