• Michele Costa

Janis Joplin: Sua vida, Sua música

Janis morreu no dia 4 de outubro de 1970. Foi John Cooke, o roadie, que a encontrou estirada entre a cama e a mesa de cabeceira, usando apenas uma camisola, no hotel que estava. Seus lábios estavam ensanguentados, seu nariz quebrado e uma de suas mãos segurava US$ 4,50. Janis Joplin só tinha 27 anos.


Desde o dia de sua morte, começaram as conspirações. De lá para cá, diversas biografias, entrevistas e documentários foram feitos. São quase cinquenta anos tentando descobrir quem era a verdadeira Janis. Ela era muito mais do que uma cantora, uma artista: era um ser humano que sentia, que queria ser aceita pela família, pelos amigos e ser amada.


Na biografia definitiva, “Janis Joplin: Sua Vida, Sua Música”, escrita pela jornalista e especialista em música norte-americana, Holly George-Warren, e lançada pela Editora Seoman, conhecemos a mulher rebelde, dona de grande astúcia, que se jogou na música para exorcizar seus problemas adolescentes e familiares.



Para relatar a vida da cantora, Holly recorreu a familiares da cantora, amigos, colegas de banda, pesquisou arquivos, diários, cartas e entrevistas há muito perdidas. Durante a obra, o leitor descobre que Janis herdou a voz da mãe, a transição da música folclórica na Grand Austen e que tinha medo de subir no palco. Além disso, a jornalista aborda o Woodstock, festival que consagrou diversas lendas do rock.


Responsável por dar fim à tônica de opressão e machismo que pairavam no mundo àquela época, Janis Joplin expunha sem medo suas convicções sobre temas como sexualidade e a psicodelia. Por essa vertente também tem entre suas fãs, a compositora e ativista Rosanne Cash e outras emblemáticas cantoras como Brandie Carlile, Margo Price e Courtney Marie Andrews. Além disso, diversas artistas vivenciaram a luta de Janis contra o sexcismo do mundo do rock, entre elas, Patti Smith, Debbie Harry, Cyndi Lauper, Chrissie Hynde, Kate Pierson e Ann e Nancy Wilson, que foram diretamente influenciadas por sua música, atitude e coragem.


“Antes da passagem um tanto breve de Janis Joplin pelo sucesso, teria sido difícil para essas artistas encontrarem um modelo feminino comparável à beatnik de Port Arthur, Texas. A mistura de musicalidade confiante, sexualidade impetuosa e exuberância natural, que produziu a primeira mulher estrela do rock dos Estados Unidos, mudou tudo”, conta a autora Holly George-Warren na introdução do livro.


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[O Desalinho entrou em contato com a jornalista Holly George-Warren, mas ainda não obteve resposta]

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