Conheça: Jardim Depressa

Entre camadas de ruído, atmosferas psicodélicas e a melancolia característica do shoegaze, a Jardim Depressa encontra uma maneira própria de construir sua música. Formado por Bruno Dominicheli (Tuba), Danilo Bento, Luís Petrachin e Raphael Vale, o quarteto chega ao segundo EP da carreira, O Pequeno Deus do Sol (2026), trabalho que reúne cinco faixas autorais e marca um momento de maior maturidade artística da banda.
O EP parte do encontro entre post-punk, shoegaze e experimentalismo psicodélico para construir um universo que se manifesta tanto na música quanto na identidade visual. A proposta aparece já na faixa-título, responsável por abrir o trabalho com uma sonoridade densa e ruidosa, formada por camadas de texturas eletrônicas. Composição de Raphael e Tuba, a música estabelece o tom de uma obra que atravessa diferentes temporalidades e estados de espírito.
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Mais do que reunir diferentes referências, O Pequeno Deus do Sol procura amarrá-las dentro de um conceito. A estética visual recorre ao Simbolismo, ao Tarô e a arquétipos como a Mãe, o Sol, Deus e o Diabo, enquanto as cinco faixas articulam as diferentes influências dos integrantes. "Com quatro compositores, equilibramos nosso caldeirão de ideias em uma obra que é, sim, diversa, mas também bem amarrada", explica Danilo Bento.
Essa construção também representa uma mudança em relação ao primeiro EP da banda. Segundo Bento, o trabalho anterior funcionou como um espaço de descoberta, no qual os integrantes buscavam entender quem eram enquanto grupo. Agora, a Jardim Depressa chega a O Pequeno Deus do Sol com maior domínio técnico, consciência de produção e uma percepção mais definida sobre o próprio som. O resultado é um trabalho que não apenas reúne referências, mas revela uma banda mais segura de suas escolhas e interessada em construir um universo particular a cada faixa.
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