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AZÚ e as perguntas que nos movem

Foto do escritor: Michele Costa
Michele Costa
há 23 horas
12 min de leitura

Entre a necessidade de pertencer e o desejo de seguir caminhos próprios, o AZÚ encontra na música um espaço para investigar as contradições da experiência humana. Formado por Luíza Abe e Rodrigo Zanettini, o duo apresenta em Aonde Vamos Daqui (2026), álbum de estreia que aproxima reflexões sobre o indivíduo e o mundo contemporâneo de uma sonoridade que transita entre o pop, a música disco e o groove.


Ao longo do repertório, as composições observam uma sociedade marcada pela pressa, pelo consumo imediato de experiências e pelo distanciamento nas relações. Em meio a esse cenário, sentimentos como frustração, vulnerabilidade e desabrigo aparecem como contrapontos às aparências que organizam a vida cotidiana. Em vez de oferecer respostas definitivas, as canções procuram compreender os conflitos que atravessam a existência e as maneiras pelas quais cada pessoa tenta encontrar seu lugar no mundo.


Essa inquietação se manifesta no próprio título do disco, Aonde Vamos Daqui, uma pergunta que aponta tanto para as incertezas do futuro quanto para a necessidade de compreender o presente. Nas letras, o movimento de seguir adiante passa pelo reconhecimento das próprias origens, pela revisão de vínculos e pela disposição de abandonar aquilo que já não contribui para o amadurecimento. A transformação, nesse sentido, não acontece sem perdas: despedidas, rupturas e recomeços fazem parte da construção de novas possibilidades de existência.


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Aonde Vamos Daqui é um título que sugere movimento, mas também uma espécie de incerteza diante do futuro. Em que momento essa pergunta surgiu para vocês e como ela passou a orientar a construção do disco? No final, para onde querem ir?

Aonde Vamos Daqui é o nome do álbum, mas também de uma das faixas, que é a composição mais antiga do disco. Eu, Rodrigo, escrevi essa música quando tinha uns 16 anos. Na época, ela falava sobre um amor que não deu certo, uma coisa mais superficial. Muitos anos depois, revisitando meu caderninho antigo, tocando e cantando algumas composições, me deparei novamente com essa música e tive uma interpretação completamente diferente dela.

Acho que o título tem significados distintos quando pensamos na faixa e no álbum. Na música, existe essa incerteza diante de uma relação que não aconteceu quando deveria, e agora as pessoas mudaram, são outras. Já no disco, a pergunta ganha um sentido talvez mais feliz e esperançoso. É quase como dizer: “Não sei para onde a gente vai, mas a gente vai, com certeza”. É nosso primeiro álbum, e existem muitas incertezas nesse caminho. Ser artista no Brasil é incerto, a política brasileira é incerta, nosso tempo é cheio de incertezas. Tudo pode acontecer. A faixa também acabou se tornando um guia musical para o disco, não apenas pela letra, mas pela composição, pelos arranjos e pela pesquisa sobre a própria canção. Queríamos continuar explorando essa linguagem. E, no final, para onde queremos ir? Para um mundo um pouquinho melhor. Queremos contribuir, mesmo que seja só um milímetro, para empurrar nossa sociedade em uma direção mais ética, mais certa, em que as pessoas estejam mais unidas.


O álbum observa um cotidiano marcado pela pressa, pelo consumo de imagens e pelo distanciamento entre as pessoas. A composição foi também uma maneira de elaborar o desconforto de viver nesse contexto?

Com certeza. Muitas composições surgem justamente de momentos de dificuldade. Falando por mim, Rodrigo, quando era mais novo eu brincava dizendo que a música era meu fígado. Quando existia alguma toxicidade dentro de mim, eu precisava levá-la para a música, e a música ia purificar aquilo. Algumas composições vêm exatamente desse lugar, de perceber que existe alguma coisa errada, seja dentro ou fora de mim. E a música pode ajudar a ressignificar algum horror, algum desconforto ou alguma dificuldade.


Nas canções, beleza e opacidade, alegria e melancolia parecem coexistir sem necessariamente se anularem. Por que foi importante preservar essas contradições, em vez de buscar respostas definitivas para os conflitos apresentados?

Alegria e tristeza, beleza e opacidade, todas essas contradições são, quando opostas, dois lados da mesma moeda. Como diz o Caibalion, a gente não precisa buscar uma resposta definitiva, porque todo conflito tem sua conciliação. Gostamos de brincar filosoficamente com essas ideias. É claro que, hoje, vivemos um momento muito difícil quando pensamos em conciliação. Existem políticas extremamente opressoras e violentas acontecendo no mundo todo e, nesses casos, o que menos queremos é conciliar. Queremos lutar e vencer esse tipo de política. Mas, quando falamos do nosso mundo interior, a conciliação ganha outro sentido. Conciliar-se consigo mesmo parece ser o melhor caminho para uma vida mais feliz.


O álbum aborda transformações nas relações humanas e ciclos de morte e renascimento. Quando vocês escrevem sobre esses processos, partem mais de experiências pessoais, da observação do outro ou de uma combinação entre essas perspectivas?

Com certeza é uma combinação entre observações sobre nós mesmos, sobre o outro e sobre o mundo. Mas também existe uma influência muito grande das nossas leituras e estudos. Temos muito interesse por filosofia, por ideias de diferentes tempos, lugares e sociedades, por religiões e por diferentes maneiras de pensar a espiritualidade, a cidadania e a arte. Seja por meio de uma observação interna, da sociedade ou das leituras, existe uma relação muito forte com os símbolos. Tentamos compreender grandes verdades, não como algo que não deva ser questionado, muito pelo contrário, mas por meio de arquétipos, imagens e simbologias que possam fazer sentido para muitas pessoas. E isso se relaciona diretamente com as transformações humanas e com a ideia de que toda morte traz uma nova vida, uma mudança. Da mesma forma, toda nova vida vem de alguma outra coisa que morreu e germinou, tanto dentro quanto fora da gente.


"Algumas composições vêm exatamente desse lugar, de perceber que existe alguma coisa errada, seja dentro ou fora de mim. E a música pode ajudar a ressignificar algum horror, algum desconforto ou alguma dificuldade."

Em um mundo cada vez mais mediado por telas e pela necessidade de exposição, o disco parece valorizar aquilo que permanece oculto ou não pode ser traduzido em imagens. Como vocês enxergam a relação entre intimidade, vulnerabilidade e expressão artística atualmente?

Uma parte muito importante do que queremos dizer está relacionada à nossa verdade interior. Hoje existe um grande questionamento sobre o que é verdade. Tem gente dizendo que estamos vivendo na época da pós-verdade, mas eu não acredito muito nisso. Acho que estamos vivendo um momento em que está muito difícil saber o que é verdade, e muita gente acaba sendo enganada por pessoas que querem tolher a imaginação dos outros. Por isso, mais do que nunca, é importante termos uma verdade que esteja alinhada com a nossa intimidade - uma verdade de nós para nós mesmos.

Precisamos ser honestos com quem somos, inclusive com as nossas vulnerabilidades, e isso também precisa aparecer na nossa expressão artística. Porque quando a gente cai, e em algum momento sempre vamos cair diante das dificuldades da vida, precisamos de uma corda para nos segurar. E essa corda é a nossa ética, aquilo em que acreditamos, nossa noção de certo e errado. É a nossa verdade. Sem isso, podemos cair muito fundo e acabar nos tornando pessoas que não gostaríamos de ser. Então precisamos manter esse espelho da verdade iluminando nosso caminho e nos permitir ser vulneráveis. Ao mesmo tempo, quando nos expressamos artisticamente, não queremos fazer algo que faça sentido apenas para nós dois. Queremos conversar com as pessoas. Precisamos encontrar uma forma de expressar uma verdade que é nossa, que é também a nossa maneira de enxergar o mundo, mas que possa fazer sentido para os outros.


azú
(Créditos: Alícia Abe)

Considerando a riqueza dos arranjos e a diversidade de referências, como foi o processo de definir a sonoridade do álbum? Houve alguma escolha musical que alterou o caminho de uma composição ou a maneira como vocês compreendiam determinada letra?

Sempre quisemos fazer um som que chegasse a todo mundo. Essa vontade orientou muito a sonoridade do álbum. Mas também queríamos trabalhar com arranjos complexos, com profundidade musical. Não queremos subestimar nosso público. Pelo contrário, queremos valorizar a inteligência e a capacidade de compreensão e escuta das pessoas. É um álbum que pode ser ouvido várias vezes e, a cada escuta, você pode perceber novas nuances dos arranjos e da música. Existe uma profundidade muito grande nesse trabalho, e boa parte disso vem também do nosso produtor, Gudino Miranda, que fez um trabalho excepcional e com quem queremos continuar trabalhando. Buscamos uma sonoridade com grooves, metais, que desse vontade de dançar, mas também de refletir. Queríamos que toda essa profundidade não fosse deixada de lado para criar algo apenas dançante. Não é só dançar e beijar sem pensar. É dançar, pensar, beijar, cantar, brincar e chorar também. Uma música em que o caminho musical alterou a composição foi “Por Fora”. Já tínhamos a letra e boa parte da música, inclusive quase todo o arranjo, quando o Gudino nos deu uma espécie de lição de casa. Ele sentiu que faltava uma parte C. Então essa última parte foi composta quando a sonoridade da música já estava praticamente pronta. E hoje é uma das partes de que mais gostamos no álbum inteiro.

É interessante porque “Por Fora” é uma das composições mais antigas e também uma das mais pop, com uma proposta inicialmente menos profunda. Mas essa parte C acabou amarrando toda a letra e trazendo uma conclusão, quase uma moral sobre o que tinha sido apresentado antes. No restante do disco, letra e música estiveram sempre muito próximas, embora, na maioria dos casos, a letra tenha vindo primeiro. Isso aconteceu especialmente em “Coisas que Nunca Tive”, a partir do poema de Paulo Leminski.


AZÚ parece propor uma experiência que envolve tanto a escuta atenta quanto a pista de dança. Durante a criação do disco, vocês pensavam primeiro na mensagem que gostariam de transmitir ou na sensação que a música deveria provocar no corpo?

Para nós, a mensagem que queremos transmitir e a sensação que a música provoca no corpo são coisas que se confundem bastante. Às vezes, são até a mesma coisa. A linguagem musical não depende da letra para existir, assim como uma poesia não depende da música. São duas linguagens independentes que se complementam muito bem na canção. E escolhemos trabalhar com canção porque acreditamos que faz muito sentido falar por meio dessa linguagem hoje em dia. É muito diferente dizer alguma coisa cantando de uma forma triste, em uma tonalidade menor, por exemplo, ou dizer exatamente a mesma coisa em uma música dançante, em tonalidades maiores, com sonoridades mais brilhantes. A sensação muda e, junto com ela, muda também a forma como a mensagem é recebida. Gostamos muito de brincar com essa relação entre letra e música. Às vezes elas contrastam, às vezes uma ajuda a compreender a outra. Podemos trazer uma energia mais alto-astral pra uma letra com temas filosóficos e políticos, como em “Como Nossos Avós”, ou uma profundidade emocional em cima de uma letra sutil e simbólica, como em “Pequena Morte”. No geral, a letra veio primeiro, com uma mensagem mais objetiva, e depois fomos explorando a linguagem musical sobre essa camada já estabelecida. A principal exceção foi “Por Fora”.


Em "Como Nossos Avós", vocês cantam: "buscamos intuição, uma ilustração que mostre quem somos nós". Existe algo de nós que só pode ser compreendido pela intuição, e não pela razão? O que a música consegue revelar sobre quem somos que talvez as palavras não alcançam?

A música é, por si só, uma linguagem que atravessa a razão e vai direto para a emoção e para a intuição. Tanto que entender música é muito difícil. Nós, como professores, percebemos isso o tempo todo. Não é fácil ensinar música e, mesmo para nós, compreendê-la continua sendo uma busca, não apenas do ponto de vista teórico, mas principalmente do sensível. Entender racionalmente harmonia, teoria musical, leitura e escrita de partitura é uma coisa. Mas isso não significa necessariamente entender música. Acho que compreender a música está muito mais no campo da intuição. Tem a ver com ordem e matemática, mas não necessariamente com álgebra, cálculo ou inteligência cartesiana. É uma inteligência que existe em outras camadas. E quando colocamos a palavra nesse caldo mágico que é a música, nessa teia que pode ser jogada sobre os ouvintes quando bem executada, as palavras podem ser potencializadas e até ressignificadas. Da mesma forma, para nos compreendermos como pessoas, não podemos depender apenas de uma razão cartesiana. Se fizermos isso, vamos acabar nos enxergando de uma maneira muito pobre.A linguagem musical é quase uma lição, por si só, sobre a complexidade dessas camadas mais sutis que existem para além da nossa materialidade.


Na mesma música, vocês pontuam que seguimos buscando uma direção, "uma revolução que mude o mundo de nossos avós". É possível romper com uma herança sem deixar de pertencer a ela?

Essa música tem letra do Felipe Chacon, um grande parceiro nosso. Ele fez parte da Cardume, banda em que nos conhecemos e começamos a trabalhar juntos. É um grande idealizador, uma pessoa muito importante para a nossa união e hoje também um grande agitador político. É uma das letras mais impactantes do álbum. Acho que a ideia é justamente essa: como podemos romper com aquilo que está ruim para conseguir melhorar? Como diria Waly Salomão: “Eu tenho fome de me tornar tudo aquilo que eu não sou”. Então precisamos aprender a partir daquilo que temos, aproveitar o que existe de melhor na nossa herança e, como colocava Oswald de Andrade, comer o diferente, o novo e o outro.


Vocês se despedem de coisas que nunca tiveram em "Coisas que Nunca Tive". Como é possível se despedir daquilo que nunca chegou a possuir? É possível sentir luto por uma possibilidade, por uma vida imaginada ou por algo que nunca aconteceu?

“Coisas que Nunca Tive” é um poema de Paulo Leminski que musicamos. Então precisamos pedir uma certa licença para falar dessa letra, porque estamos falando da nossa interpretação dela. Musicalmente, trouxemos um tom nostálgico, um pouco triste, com uma profundidade e uma densidade emocional muito fortes. Não foi necessariamente o primeiro caminho que imaginamos quando lemos o poema, mas foi uma interpretação que achamos muito interessante explorar. Trouxemos musicalmente esse luto, essa morte, mas uma morte que talvez não seja exatamente o fim de alguma coisa. Pode ser um fim que traz um começo. E por isso existe esse luto por uma possibilidade, por algo que talvez nem tenhamos vivido. Porque, quando nos despedimos, também nos despedimos das nossas próprias potências.


Se algumas das coisas que nunca tivemos também ajudaram a nos tornar quem somos, até que ponto somos feitos daquilo que perdemos, mas também daquilo que nunca pudemos viver?

Acho que a pior coisa que podemos fazer a outro ser humano é alguma violência. E a segunda pior é privá-lo de se lascar, de cometer erros e aprender com eles. Aquilo que deixamos de fazer por inércia, aquilo que fizemos e de que nos arrependemos, ou aquilo que tivemos e perdemos, tudo isso ajuda a nos definir tanto quanto nossos acertos, nossos amores e aquilo que temos. Acreditamos que essas experiências são fundamentalmente complementares. Somos feitos tanto do que vivemos quanto do que deixamos de viver.


"Cordão" fala sobre cortar diferentes cordões para conseguir existir e seguir adiante. Quais são os vínculos que nos sustentam e em que momento eles deixam de ser abrigo para se tornar aquilo que nos impede de caminhar?

“Cordão” foi uma composição que fiz no dia em que saí da casa dos meus pais. Naquele momento, comecei a refletir sobre o que significa cortar esse cordão umbilical, ou até mesmo um cordão de dependência emocional. A ideia é que quebrar a casca dói, mas é importante para que possamos crescer. Assim como uma cobra troca de pele, ou como vários animais e insetos passam por transformações tão grandes que quase se tornam outros seres por completo. Até nós trocamos nossas células.“Cordão” fala sobre se desafiar, sobre o desafio e a dificuldade como grandes motores do crescimento. E sobre entender o crescimento como um grande objetivo da vida, mais do que buscar apenas conforto ou estabilidade. É sobre avanço, desafio e movimento. Ao mesmo tempo, cortar um cordão também pode permitir que a gente crie novos vínculos, novos cordões. Um corte aqui pode construir alguma coisa ali. E o mundo gira.


Na mesma canção, vocês pontuam sobre a necessidade de voltar a ser criança para poder virar a página. Por que, para seguir em frente, às vezes precisamos retornar ao passado? O que existe na criança que pode ensinar o adulto a recomeçar?

Voltar a ser criança pode ter vários sentidos. Às vezes é olhar para trás, revisitar o passado. Pode até ser interpretado em um sentido reencarnacionista, quem sabe. Mas também pode ser simplesmente reconhecer que todo adulto tem uma criança indestrutível dentro de si. Às vezes abafamos essa criança, mas ela continua ali, querendo ser livre, brincar e se expressar.

Eu, Rodrigo, tenho uma relação muito forte com o circo, e a Luíza também tem uma vivência muito grande com o teatro. A gente teatraliza a vida e, para isso, precisa manter nossa criança viva e presente. Uma vida sem essa criança interior é uma vida muito triste, muito chata. A criança insiste. Ela insiste em ter a cabeça aberta, em enxergar o novo, porque para ela tudo é novo. Ela insiste na beleza e na simplicidade. E muitas vezes precisamos justamente dessa criança indestrutível para encontrar forças e seguir em frente.


Tendo em mente a canção "Pequena Morte", vocês acham que viver também é aprender a morrer pequenas mortes sem perder a capacidade de nascer novamente?

“Pequena Morte” tem letra de Felipe Chacon, Luíza Abe e Rodrigo Zanettini. Acho que viver também é aprender a morrer essas pequenas mortes. E, sempre que nos dispomos a nascer novamente, estamos, na verdade, nos dispondo a aprender alguma coisa. Quando achamos que já sabemos de tudo, começamos a nos enrijecer e perdemos muito do que a vida tem para nos ensinar. Tenho uma teoria de que, quando existe alguma coisa que precisamos aprender, a vida primeiro coloca aquilo na nossa porta com muito carinho. Se não aprendemos na primeira vez, ela coloca de novo. Na terceira, já vem com mais força. Na décima, ela grita, e dói. E vamos continuar batendo na parede até aprender.

“Pequena Morte” fala um pouco sobre isso, mas fala principalmente sobre o amor. Sobre mergulhar no outro, no céu do outro, pensando nessa ideia de “assim acima como embaixo”. Não se trata apenas de uma experiência individual, de se perceber morrendo, vivendo, nascendo e caminhando. Tem a ver também com o outro, com confiar, com se permitir encontrar o outro. Como diz Khalil Gibran, o caminho do amor não é um caminho fácil. E também não é um caminho em que podemos escolher por onde ele vai passar. A única escolha que temos é se vamos andar pelo caminho do amor ou se não vamos.



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