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O florescer íntimo e autoral de Lucas Higashi

  • Foto do escritor: Michele Costa
    Michele Costa
  • há 16 minutos
  • 13 min de leitura

A primeira vez que conversei com Lucas Higashi foi em 2024, durante o lançamento do EP Epílogos dos Entardeceres, trabalho que concluía a trilogia iniciada na pandemia. Na época, o artista revisitava a trajetória dos avós para compreender as ações de seus familiares e, consequentemente, entender a si mesmo. Agora, Lucas floresce artisticamente em seu primeiro álbum, Floração Tardia (2026), transformando experiências íntimas em canções que revelam um músico mais maduro e consciente da própria identidade.


Com 13 faixas que transitam entre folk, pop, forró e MPB, o disco marca uma nova etapa na trajetória de Higashi. Dessa vez, o cantor e compositor mergulha em inquietações pessoais que dialogam diretamente com a geração Z, abordando amor, relacionamentos, términos, frustrações e o desejo constante de pertencimento.


Dessa maneira, a maturidade de Lucas Higashi aparece justamente na forma como conduz essas narrativas. Há delicadeza ao retratar as inseguranças da juventude e o fim de um relacionamento, mas também firmeza estética e emocional em um trabalho que assume suas referências sem receio - como canta em "Meu Jardim": "só eu que volto a mim."


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No seu último EP, você trabalhou questões familiares que focavam em suas origens. Agora, com o seu primeiro disco, você vai para outro tema, mas a questão biográfica continua presente. Por que insistir nesse gênero? 

Eu sou artista, eu faço várias coisas. Eu sou ilustrador, eu faço design gráfico, eu sou pintor, poeta, enfim, várias coisas. Eu sempre vi na música como o lugar que eu sentia que deveria ser mais honesto, onde deveria me tocar mais. Eu acho que, pra mim, não tinha como [não seguir para esse caminho], pelo menos ao meu ver - no jeito que eu crio, de ser tão cru e visceral naquilo que eu quero dizer, sem falar daquilo que eu vivi e das experiências que eu tive. Eu também acho muito chique poder ver minha vida com esses discos, sabe? É muito engraçado que eu vejo a linha do tempo e eu consigo demarcar. Eu sinto que o Floração Tardia começa um novo ciclo, mas ele fecha um ciclo muito importante na minha vida… Eu acho legal porque eu lembro da época de Capítulos da Alvorada (2021), Versículos da Madrugada (2023) e Epílogos do Entardecer. Eu gosto de incorporar o meu trabalho na minha vida de uma maneira que eu não acho que seja tão turvo assim, eu consigo encaixar bem as coisas. Eu gosto, eu acho legal.


Você falou que a música tem que ser um lugar ali mais sincero. Nas outras artes você consegue se esconder um pouco mais? 

Eu acho que sim, porque na ilustração, no design gráfico, nos poemas, a gente consegue... Por mais que na música a gente tenha o processo de produção, de editar, incorporar efeitos e tudo mais, eu acho que no final do dia existe uma certa catarse da música… Você obedece à música, né? Eu sinto a música e só a obedeço, sabe? E eu acho que nas outras artes, tipo, ilustração, você vê na pintura, por exemplo, você às vezes tem que recorrer a um contexto. A imagem, as cores e isso dá um impacto, com certeza, e com certeza tem o seu mérito, o seu valor, só que eu acho que com a música, por ela ser essa coisa tão abstrata e tão invisível, você tem que dar atenção e acho que ela pega num lugar que nenhuma outra arte pega, sabe? E eu acho que com a imagem, principalmente com o visual, a gente consegue meio que esconder alguns defeitinhos, alguns erros, vamos dizer assim. Diferente da música. Acho que a música, se ela é pra pegar você, ela te pega, sabe? Acho que não tem muito pra onde correr. 


lucas higashi
(Créditos: Divulgação/Reprodução)

Quando conversamos pela primeira vez, falamos sobre viver a juventude na pandemia. Lembro que você comentou que não viveu o que queria viver. O título do disco tem relação com essa questão ou tem outra história por trás? 

É engraçado porque eu tive a ideia do nome no finalzinho da pandemia. Então eu acho que ele marca esse primeiro ciclo, né, junto com os primeiros EPs também. Eu acho que, com certeza, tá tudo interligado, de uma certa forma. Eu acho, sim, que tem uma relação. Só que eu acho que, pra esse álbum, o Floração Tardia, pra mim, era muito mais essa minha luta e essa minha angústia com desejo que vem com essa floração tardia. Nossa, agora que eu estou aqui, que eu estou florindo tardiamente, eu sinto que eu ainda tenho muita coisa pra ir atrás. Eu ainda tenho essa angústia toda. Então eu acho que é mais focado nesse sentimento. Eu acho que os EPs, eles exploravam outros lugares… Na verdade, ele não foi tão conceitual assim. Eu acho que eu só fui fazendo as músicas, na verdade, mas eu fui percebendo que existia um tema que costurava tudo e eu acho que esse era o desejo. Por isso que eu acho que tem esse nome também, floração tardia. 

Quando você decidiu o nome, no final da pandemia, dá a entender que você conseguiu compreender várias questões dentro de si. Hoje você é o Lucas que gostaria de ter sido antes? 

Não, não. [risos] É engraçado, né? Nossa, eu em 2022 ou 2023, eu acho que até queria muito [viver] esse tempo que eu perdi, né? Eu acho que hoje eu entendo que não é que eu perdi, foi só diferente, né? Eu acho que a gente sempre pega nesse “e se”, né? Mas eu venho fazendo o exercício de aceitar como as coisas foram e de fazer serem melhores a partir de agora e não ficar nessa luta do que poderia ter sido e tal. Porque esse ruminar só faz mal, tanto que eu ruminei muito em algumas músicas. Então, acho que hoje em dia eu percebo até a questão da pandemia, que eu acho que tinha um propósito, tinha uma razão. Eu acho que eu, com certeza, não seria o artista que eu sou hoje se não fosse a pandemia, porque a minha ideia inicial lá, quando era jovenzinho, era tipo, eu vou pra faculdade, eu vou conhecer um produtor, vou conhecer algum músico, vou fazer música… 

Aquela idealização, né? 

É, era todo aquele sonho, né? Ah, talvez eu tenha uma banda e tal. Aí veio a pandemia e eu falei “não, vou ter que me virar sozinho.” Aí eu pude construir a minha identidade sonora e artística, né, que eu valorizo muito hoje em dia. 


Agora que você floresceu, pra onde você quer ir? 

Rapaz, essa é uma pergunta, né?! [risos] Quando eu tava fazendo esse álbum, eu tinha algumas sementinhas plantando, né? Eu viajo daqui a 10 dias pra uma bolsa de estudos pro Japão e eu vou ficar lá 10 meses. Originalmente, eu ia lançar o álbum, eu ia fazer shows, eu ia realmente investir, né, em promover esse álbum aqui no Brasil e tudo mais, além de colocar meu nome em vários lugares e tal. Só que aí deu certo essa oportunidade e eu falei “vou tentar, por que não?!” Deu certo e eu tive que dar uma pausa, mas eu vou focar um pouco em outras coisas. E eu acho que o agora, meus próximos passos, depois de florescer, é colher os frutos do Floração, de alguma forma. Eu acho que ainda é meio cedo pra dizer que já tô colhendo alguma coisa, mas eu tô muito feliz com os resultados. Eu tô afim de viver, eu tô afim de aprender coisas novas e abrir meu olhar pro horizonte e realmente virar o meu mundo de ponta cabeça, né, porque o Japão é do outro lado do mundo. Eu tô animado pra ter um novo olhar sobre o que eu posso fazer também de música. Eu tô indo lá pra estudar, mas eu tô, tipo, muito afim de mergulhar também no que eu posso criar, se eu conseguir criar por lá, sabe? Eu tô bem de peito aberto pra essas novas coisas.



Além de ser um álbum muito biográfico, traz também muitas questões geracionais. Como somos de gerações diferentes, te pergunto: como a sua geração tá e como ela deve melhorar pra diminuir um pouco essas angústias, essas lacunas da vida? 

Ai, que pergunta difícil. Eu acho que eu não sou autoridade nenhuma pra falar. [risos] Eu venho olhando, pelo menos pra minha jornada, né. Eu acho que eu venho tentando olhar com mais carinho toda essa angústia, porque antes eu ficava “não, eu quero ter um apartamento, eu quero ter grana pra viajar, eu quero ter uma casa, eu quero ter um carro”, todas essas angústias. Hoje em dia eu acho que essa angústia é justamente porque eu quero e se eu quero, eu posso ir atrás. Eu venho olhando, pelo menos, pra minha jornada, tipo, se eu tenho essa vontade é porque eu tenho, se existe essa pulsão por viver e ter coisas que eu quero pra minha vida, existe força pra eu conseguir ir atrás delas e fazer elas acontecerem. Então eu acho que é aprender a ser paciente, né. Vamos dar um passo de cada vez, porque às vezes é melhor dar um passo que você tem firmeza do que se preparar pra dar cinco e você cair, sabe? Então eu prefiro ser um pouco mais paciente e olhar as coisas com mais calma, que tem essa sensação, essa afobação de que tudo é pra ontem, mas às vezes o amanhã chega e era pro dia seguinte, pra semana que vem, entende? Então eu acho que eu venho aprendendo a ter um pouco mais de calma nesse caminhar. Eu acho que a minha geração poderia também ter um pouquinho mais de calma, porque eu acho que o mundo não pede calma da gente, né.

Você traz também muitas questões de desejos, frustrações, algo muito seu e também geracional. Como foi se expor desse jeito? 

Teve músicas que eu pensei se eu ia lançar ou não. Eu tenho pra mim um norte muito forte que a arte me ajuda a não me sentir só. Tive contato com o sublime, né, essa coisa toda da catarse da arte. Foram músicas que descreviam exatamente aquilo que eu sentia. E, às vezes, era uma coisa muito visceral, às vezes, era um sentimento muito difícil. E eu acho que eu, como artista, e como aprendiz desses artistas que não me fizeram sentir sozinho, eu não quero fazer as pessoas se sentirem sozinhas também. E talvez tenha coisas que eu possa dizer que vai fazer essas pessoas não se sentirem tão sozinhas. Nossa, eu tô repetindo muito. [risos] Eu acho que a minha vontade de viver tem que ser maior do que o meu medo de algumas coisas, sabe? Mesmo se você fizer a coisa mais certinha do mundo, as pessoas ainda vão falar de ti, então, eu prefiro fazer um trabalho que eu acredito e que eu vejo verdade - pra mim é importante dizer aquilo. Eu sei que alguma pessoa vai se identificar com aquilo e pra mim isso já vale a pena, sabe? 


Em “Insaciável” você diz que quer ser tudo que deseja. O que você deseja? Por que precisamos nos tornar outra pessoa para alcançar o outro? 

Especificamente “Insaciável”, eu acho que era o meu people pleaser falando. Eu tava passando por um término e eu sempre peço desculpas, mesmo não querendo, mesmo não achando que eu deveria, porque eu prefiro ser visto como vilão do que uma pessoa sofredora. É um pouco diferente o meu people pleaser, né? [risos] Eu já tô acostumado por ser a ovelha negra, por ser a coisa ruim, então, pode falar que eu sou a coisa ruim, sabe? E eu queria ser tudo que você deseja, sabe? É nesse sentido. O álbum, eu não sei se eu... Eu acho que essa questão que você trouxe, realmente eu não abordei, de sentir suficiente, né? Eu acho que no final do dia eu ainda procuro melhorar. 

Mas isso também não é ruim? Não é um peso? 

É, com certeza. Mas, assim, eu acho que tem que saber dosar, né? Eu acho, pelo menos eu gosto de pensar, que eu ainda tenho isso equilibrado, não é uma cobrança exagerada. Eu acho que no álbum, realmente, eu não trabalhei isso, mas, pessoalmente, eu gosto de quem eu sou. Eu gosto do que eu venho conquistando, do que eu venho fazendo, do meu trabalho, da pessoa que eu sou. Eu acho que eu sou, sim, suficiente. Mas, pessoalmente... Ah, eu gosto de quem eu sou. Eu gosto de... Do que eu venho conquistando, do que eu venho fazendo, do meu trabalho, da pessoa que eu sou. Eu acho que eu sou, sim, suficiente. Eu acho que esse desejo de querer ser outras coisas vem muito da minha vontade de agradar os outros, de poder ser o que a pessoa precisa naquele momento. 

Essa questão me fez pensar muito sobre "Caravaggiano", canção que você deixa explícito que quer ser uma espécie perfeita, uma obra de arte. Porém, se você quer ser uma obra de arte, é algo que você está idealizando… Essa ideia não anula o desejo? 

Acho que concordo com sua fala porque "Caravaggiano" é especificamente… É difícil sintetizar pra uma coisa só. Só que pra mim é muito a minha relação com a branquitude, com o padrão de beleza, os padrões estéticos brancos de beleza. E pra mim, eu associo muito essa espécie perfeita, esse cânone da obra de arte ao mundo das artes europeu, por isso Caravaggio e tal. Mas nessa sua pergunta, eu acho que existe um desejo meu de poder ser, querer ser eu, mas aí existe um movimento meu de performar ou tentar ser aquilo que se aproxima desse ideal. "Caravaggiano" é a minha perturbação com o ideal de beleza branco e tudo mais, o desejo imposto nesse lugar. 


lucas higashi
(Capa feita por Lucas Higashi)

Além do desejo, você também traz o amor, mesmo quando ele acaba, se tornando outra coisa. O que o amor representa para você nessa narrativa que você criou? 

Que pergunta legal! [silêncio] Eu amo o amor. No final do dia eu sou romântico. Eu sou um homem romântico. Eu acho que, pra mim, eu venho olhando o amor como crescer juntos. O relacionamento que originou as músicas de amor e de desamor também foi meu primeiro relacionamento e fui descobrindo como estar num relacionamento e estar apaixonado e num relacionamento mútuo, sabe? Aquele coisa toda. É intenso, foi muitos altos e baixos… Eu aprendi muita coisa. Hoje em dia eu olho para as relações - e no meu atual relacionamento - como um lugar de crescermos juntos, para partilharmos a vida juntos, sabe? Querer ensinar coisas e de se apoiar… Eu acho que isso pra mim é amor. Eu acho que “Ambrosia” é uma linda canção de amor - até hoje eu ouço e falo “gente, eu tava apaixonado!” Acho essa música linda e acho que tudo vale a pena no final do dia, sabe? 

Como foi reformular esse amor em cada fase de um relacionamento? 

Nossa, eu lembro que essa época do ano, há um ano atrás, fazia um mês que eu tinha lançado “Ambrosia” e eu queria tirar ela dos streamings. Eu falei “meu Deus, como é que eu pude lançar essa música de amor depois de terminar?” Porque era ainda simbólico, eu ainda tinha um pouquinho de esperança, eu ainda tinha sentimento, sabe? Mas aí, conforme o tempo foi passando, veio aquele momento de virar a página, mas não conseguir ainda. Foi uma jornada difícil, não vou mentir, mas eu acho que eu sabia que algumas coisas não foram arrancadas de uma maneira tão cega… Eu acho que teve coisas que levaram a esse resultado final. Eu precisava falar pra mim mesmo que iria passar, que iria dar certo e que iria melhorar. Então, eu não sei, eu acho que eu acho que acima de tudo foi muito importante e eu valorizo muito todo o processo, todos os sentimentos.


"Garoto Decepção" e "Canção de Solidão" são músicas extremamente confessionais e até duras de serem ouvidas. Como foi explorar esse sentimento, trazer isso à tona e cantar? 

Eu acho que nesse disco tem músicas que eu falo que eu precisei da vida toda para escrevê-las. Eu acho que tem canções que aconteceram coisas que levaram a essas canções, enquanto outras eu venho acompanhando há muito tempo - essas duas são exemplos disso. “Garoto Decepção” é uma daquelas [músicas] que a gente não ouve sempre, né, ouve quando quer entender algumas coisas. Eu tenho muito orgulho dela, eu acho que eu fiz ela para a minha criança interna ou o jovenzinho que se tivesse ouvido uma música assim quando era criança, seria um pouquinho mais fácil. Eu sempre tento ter um norte, uma bússola… Eu quero fazer música que eu queria ter ouvido ou que quero ouvir no mundo. Agora, “Canção de Solidão” é muito engraçado, porque uma vez eu fui cantar ela e [percebi] que os acordes dela são meio felizes, a melodia não é tão triste, mas quando você presta atenção na letra, você fala “o que é isso?” Eu a fiz em 2023, nem lembro quando foi, mas era um momento que eu realmente tava passando muito tempo sozinho e falava “será que eu vou morrer sozinho?” “O que eu faço?” “Eu não sei com quem falar, nem sei pra onde ir”, sabe? Um sentimento de prisão, parece que não tem escapatória, mas hoje em dia melhorou. Eu acho que são as músicas mais difíceis de serem lançadas, né, de você colocar no mundo e falar “nossa, será que eu quero que as pessoas saibam que eu me vejo ou eu lido com algumas coisas desse jeito”, sabe? Mas é aquilo, requer coragem e eu acredito no que eu faço, então... 


Diferente dos seus trabalhos anteriores, esse álbum mistura vários gêneros musicais também. Como foi sair de seus trabalhos anteriores e misturar e criar essa narrativa?

É engraçado porque na minha cabeça, a trilogia de EPs são meio que os pilares da minha sonoridade, da minha produção. Eu ficava, tipo, “essa [música] aqui é muito filho desse EP com esse EP.” Eu acho que para esse disco, eu quis muito brincar com essa minha discografia, com esse meu som que eu vinha produzindo. Eu fiz uma viagem, no ano passado, para Maceió, com a minha família, e foi super legal. Eu ouvi muito forrozinho que tocava nos restaurantes e eu comecei a ouvir muito João Gomes também. Eu tinha lançado Epílogos, que é sobre meus avós, e o meu avô materno era pernambucano. Então fez muito sentido incorporar essa minha ancestralidade do Nordeste, porque eu já sempre gostei do forró, mas eu não consumia tanto… Aqui no interior de São Paulo, existe um movimento do caipira que incorpora o forró também que eu sempre achei muito legal. Até que falei “cara, eu quero fazer um grande panelão de coisas”, sabe? Porque, acima de tudo, eu queria fazer um disco que fosse genuinamente eu. Eu sou essa grande panelada de gêneros e de coisas e de letras e experiências, e eu acho que o disco faz sentido também. 


Os sentimentos de Lucas Higashi retratados em pintura


Além da música, Lucas Higashi expandiu o universo emocional de Floração Tardia para as artes visuais. Responsável pela pintura que estampa a capa do álbum, o músico transformou em telas os mesmos sentimentos presentes nas canções, criando imagens que dialogam com as vulnerabilidades, memórias e desejos narrados ao longo do disco.


"Esse disco e toda a direção de arte dele é envolto da cor verde, tanto pelo meu gosto pessoal quanto pela ideia de uma floração tardia, algo que veio depois ser ainda algo verde, imaturo, me fascinava a ideia de floração verde. Todas as telas foram feitas por mim, em tinta acrílica, a maioria no tamanho 20x20cm mas algumas em 30x30cm. Queria que para além de uma mera ilustração de cada faixa, ela pudesse ir além, utlizar das potencialidades de interpretação da própria pintura para tecer novos significados na música. Fazendo o meu diploma de comunicação e multimeios valer a pena [risos].", explica.


(Créditos: Lucas Higashi)

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