Conheça: AZÚ
- Michele Costa

- há 2 dias
- 2 min de leitura
AZÚ, duo formado por Luíza Abe e Rodrigo Zanettini, surgiu para construir o seu próprio universo. A dupla faz de sua música um espaço de encontro entre a experiência íntima e as tensões do mundo contemporâneo, traduzindo emoções em arranjos elaborados e letras que privilegiam a força da palavra.
O primeiro passo dessa trajetória é o single "Aonde Vamos Daqui", composição escrita por Rodrigo ainda na juventude. Delicada e emotiva, a faixa sintetiza a identidade do projeto ao unir melodias pop com uma instrumentação rica, conduzida por metais, sopros e bases rítmicas marcantes. A produção de Gudino Miranda, a masterização de Frederico Pacheco e a arte de capa assinada por Alícia Abe reforçam o cuidado estético que permeia toda a estreia.
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A sonoridade do AZÚ dialoga com referências que atravessam diferentes gerações e estilos. Há ecos da inventividade de Jacob Collier, da elegância de Djavan e Milton Nascimento, do groove de Stevie Wonder e Banda Black Rio. Ao mesmo tempo, a escrita busca inspiração na musicalidade das palavras presente na obra de poetas como Paulo Leminski e Paulo César de Carvalho, criando canções em que a forma e o conteúdo caminham lado a lado.
O projeto também carrega a experiência de Luíza e Rodrigo na banda autoral Cardume, de onde herda o compromisso com a densidade lírica. No AZÚ, a música nunca ocupa um papel secundário em relação à mensagem, mas ambas coexistem em equilíbrio. Distante do minimalismo, o duo aposta em arranjos encorpados e em uma estética que aproxima a sofisticação da MPB da força do groove, construindo uma identidade sonora que se destaca tanto pela delicadeza quanto pela intensidade.
"Aonde Vamos Daqui" funciona, assim, como um convite para o universo que a dupla pretende explorar nos próximos meses. O single antecipa o lançamento do primeiro álbum do AZÚ, também intitulado Aonde Vamos Daqui, previsto para o segundo semestre de 2026. Se a faixa de estreia já revela a maturidade artística do projeto, o disco promete ampliar esse diálogo entre sensibilidade, refinamento musical e narrativas que permanecem atuais independentemente do tempo.
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