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Conheça: Luis Vilhora

  • Foto do escritor: Michele Costa
    Michele Costa
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Depois de quase quatro anos de produção, Luis Vilhora transforma sua própria trajetória em matéria-prima de Em Trânsito, álbum de estreia que chega às plataformas reunindo as vivências de um músico, professor e pesquisador paulistano. Entre memórias, deslocamentos e encontros, o disco percorre diferentes paisagens sonoras para narrar um caminho de formação artística e pessoal ao longo de dez faixas.


A música acompanha o artista desde a adolescência, quando começou a tocar violão de nylon. Na juventude, a guitarra elétrica o levou ao rock e a diferentes bandas e projetos coletivos, experiências que ajudaram a moldar sua identidade artística. Em Em Trânsito, essas referências não aparecem como uma retrospectiva nostálgica, mas como elementos vivos de uma obra que busca compreender os percursos, as transformações e os encontros que definem uma trajetória.


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(Créditos: Ariel Fagundes)

Essa ideia de movimento conduz todo o álbum. Dividido entre Lado A e Lado B, em referência aos vinis clássicos, Em Trânsito é estruturado como um diário de viagem: parte da empolgação de quem inicia um caminho, atravessa momentos de estranhamento e turbulência e desemboca em uma percepção transformada pela experiência acumulada. Mais do que uma sequência de canções, o disco propõe uma narrativa em que cada faixa representa uma etapa dessa travessia.


A proposta também se reflete na sonoridade. Luis Vilhora passeia por diferentes gêneros e explora contrastes entre faixas experimentais e momentos de maior delicadeza, combinando improvisação, poesia e arranjos que mudam constantemente de atmosfera. O resultado é um álbum que recompensa tanto a escuta contínua quanto a apreciação individual de cada composição, revelando novas camadas a cada mudança de cenário.


O disco reúne músicos que cruzaram o caminho de Luis Vilhora durante os anos de produção, entre eles Caio Bars, Giu Melito, Jônatas Marques, Mariana Estol, Luccas Bracco, Roberto Angerosa, Thata Ozzetti, Thiago Boecan e Vico Iasi. Assim, o álbum de estreia não documenta apenas a evolução de um artista, mas também evidencia como encontros e trocas criativas podem transformar uma obra em um retrato de diferentes trajetórias que se cruzam.



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