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Dance Para Se Salvar

  • Foto do escritor: Michele Costa
    Michele Costa
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O passado está vivo e cheio de swing em Dance Para Se Salvar (Favorite Recordings, 2026). No álbum, Diogo Strausz não apenas convida o ouvinte à festa: ele reconstrói a pista de dança como espaço de memória, nostalgia e energia. Gravado de forma analógica, o disco evoca a estética do boogie, da disco e do funk das décadas de 1970 e 1980, dialogando com influências como Robson Jorge e Lincoln Olivetti.


dance para se salvar
(Créditos: Divulgação/Reprodução)

"Carnaval de Gringo" abre o álbum e já dá o tom do que vem por aí: em pouco mais de três minutos, Strausz transita do samba ao jazz com uma sonoridade que remete à Banda Black do Rio quanto a João Donato, sugerindo desde o primeiro acorde uma boa mistura. A ensolarada "Com Magia" dá destaque ao coro feminino - encabeçado por Dani Vie e Heloá Holanda -, além de evidenciar a proposta do multi-instrumentista e produtor. 


Já em "Ele é Artista", faixa que conta com a participação de Patchworks, é possível ouvir a explosão de funk e groove que atualiza a tradição brasileira para as pistas contemporâneas. O ponto ápice de Dance Para Se Salvar está na expansiva "Montanha Mágica", que transcende a pista com sua vibração cósmica e aproximações com estilos disco-jazz clássicos. "Viver, Lutar, Reerguer" equilibra o disco que transita entre diversos gêneros. 


Strausz dá uma nova roupagem para "Frevo Mulher", clássico de Zé Ramalho. A faixa "Dance To Save Your Soul" reforça a temática central do álbum: dançar para continuar vivo - ou, como o título sugere, para se salvar.


Dance Para Se Salvar não é apenas uma celebração do dancefloor; é um manifesto sutil sobre a dança como gesto vital em um tempo saturado de sons artificiais. Uma afirmação de que a música pode ser, ao mesmo tempo, refúgio e presença.



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