top of page

Conheça: La Bagunza

  • Foto do escritor: Michele Costa
    Michele Costa
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Antes de dividir palco com músicos renomados ou gravar um álbum de estreia, a La Bagunza aprendeu a fazer música onde a vida acontecia: nas ruas. Formada pelo brasileiro Fillipe De Serendipia e pela espanhola Betina, a dupla passou dois anos vivendo dentro de um carro, cruzando estradas entre a Europa e o Brasil e transformando cada parada em palco. Radicados em Madri, o duo utiliza essa experiência para criar uma sonoridade que não reconhece fronteiras.


la bagunza
(Créditos: Divulgação/Reprodução)

A identidade da La Bagunza nasce justamente do encontro entre culturas, idiomas e influências. O trabalho mistura música alternativa, gipsy rock e manouche, enquanto as composições transitam com naturalidade entre português, espanhol, francês e inglês. As letras refletem a própria trajetória dos artistas: uma vida em movimento, guiada pelo improviso, pela estrada e pela convivência com diferentes paisagens e tradições.


Essa liberdade criativa também aparece nas referências que atravessam o repertório, conectando a ancestralidade afro-brasileira de Exu e Nanã à poesia de Raul Seixas e Bob Dylan. O resultado é um universo musical marcado pela diversidade, em que diferentes influências convivem sem perder a identidade.


Leia também:


Após o lançamento de "Jara" e "Lellorao", singles apresentados este ano, a dupla apresenta aos ouvintes "La Bagunza", canção que funciona como um cartão de visitas para um projeto que faz da estrada, do improviso e da mistura cultural sua principal assinatura. Lançada pelo selo independente espanhol The Duck Queen, a faixa reúne ainda Miguel Lamas (bateria), Mae Rod (baixo), Kyran (órgão Hammond) e Kinda Assis (viola erudita), ampliando a riqueza de uma sonoridade construída a muitas mãos.


"Há situações ou vivências que só a vida na estrada pode proporcionar, e de uma maneira muito peculiar. ‘La Bagunza’ é uma ode a este modo de viver. Ao mergulhar nessa nossa mistura de idiomas, pintamos um quadro visceral sobre a estrada: uma vida caótica, mas com propósito e, acima de tudo, mágica.", explica Fillipe.



Comentários


©2020 por desalinho.

bottom of page