• Michele Costa

O Grito dos Excluídos de Brunner

Não vai ser o grito de Dom Pedro que será ouvido hoje. Às 7h07 da noite, o artista visual Brunner apresentará sua intervenção “Grito dos Excluídos” no Rio de Janeiro. Convidado para ser autor e curador do conteúdo artístico do Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), o artista apresenta pela primeira vez um desdobramento de seu projeto ARTELUX - obras que, literalmente, nasceram com o tamanho de uma caixa de fósforo.


A obra surgiu em 1994, a partir do processo da 2° Semana Social Brasileira da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do “grito” está a de fazer um contraponto ao grito da independência.


A ARTELUX surgiu no ano passado, inspirada na pop art. Trata-se de uma produção em série de caixinhas de fósforo identificadas com uma marca idealizada pelo artista.


Exposta em 2019 na Galeria Apis, no Rio de Janeiro, a narrativa do projeto propõe uma reflexão política sobre o sistema e seu funcionamento. O fogo, e a relação com a linguagem e estilo da pop art, marca o sinal de transformação como necessidade e chama atenção para a dignidade humana no Brasil.


“No grito ‘Grito dos Excluídos’ as caixas de fósforo da ARTELUX ganham uma função de compartilhamento do fogo, como transformação, ou da luz para que as pessoas que vivem à margem da sociedade possam ser vistas. Representantes desses cidadãos abandonados pela sociedade estarão presentes nessa intervenção, iluminados pelo fogo e invadindo o olhar de quem insiste em ignorá-los”, explica Brunner.


O convite feito ao artista leva em consideração a narrativa do projeto ARTELUX, que propõe uma reflexão política sobre o sistema e seu funcionamento.


O “Grito dos Excluídos” será projetado em um prédio do Lardo da Carioca, no centro histórico do Rio de Janeiro.

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