Aprovado no Edital Diversidade das Culturas, da Fundação Marcopolo, como um dos projetos mais relevantes na área de diversidade linguística, o novo selo literário, Orisun Oro, que significa "a fonte da palavra", na língua yorubá, surge com o objetivo de divulgar o trabalho de mulheres poetas afrodiaspóricas da América e do Caribe. Idealizado por Eliane Marques, Mariangela Ferreira Andrade e Katherine Castrillo, a Orisun Oro realiza, nesta primeira etapa, a publicação bilíngue de obras originalmente escritas em espanhol por Georgina Herrera (Cuba), com "Cabeças de Ifé"; Mayra Santos Febre (Porto Rico), com "Conjuro da Guiné" e a argentina Graciela Gonzalez Paz, com "Zambeze". Para a tradução, o selo conta com seu próprio clube de tradutoras, a Clubamefricana das Tradutoras. As coordenadoras do selo Orisun Oro inspiraram-se no conceito político-cultural que a intelectual negra Lélia Gonzalez denominou de amefricanidade, que se constitui na recuperação e na unificação de processos insurgentes afrolatinoamericanos, historicamente protagonizados por mulheres negras e indígenas contra as estruturais violências de gênero, raça, classe e nacionalidade. O selo prevê a publicação da tiragem de 300 exemplares de cada livro traduzido, com um total de 900 exemplares, com distribuição comercial e social e o oferecimento gratuito de uma oficina de tradução com o Clube das Tradutoras. Confira os livros da Orisun Oro no site e acompanhe as novidades pelo Facebook e Instagram.

Orisun Oro