A quarentena (que nunca existiu) continua para muitas pessoas. São mais de 150 dias em casa, lutando pela sobrevivência - física e mental - em um país genocida. Para você não enlouquecer, criamos uma lista cultural para você se distrair, dançar, gritar, questionar e todos os outros sentimentos possíveis que poderão aparecer. Discos Formada em Detroit em 2005, por Jack White, Brendan Benson, Patrick Keeler e Jack Lawrence, The Raconteurs conta com três álbuns e uma passagem pelo Brasil. O primeiro álbum Broken Boy Soldiers, lançado em 2006, é uma mistura de rock, folk e o pop beatlenino dos anos 70. A música Steady, as She Goes abre o álbum e soa como Pixies e Nirvana (no início, é impossível não lembrar do duo The White Stripes). Também lançado em 2006, Idioma Morto, da banda paulistana Ludovic, conta com ritmo frenético de guitarras e bateria, transformando as canções em um clima de tensão, de guerra. Com letras perturbadas e intensas, o vocal de Jair Naves e furioso, fazendo com que o ouvinte entre no mesmo ritmo. Destaque para a música Qorpo-Santo de Saias: “Sob o efeito de um banquete de comprimidos / Esse quarto finalmente testemunha uma noite de sono tranquilo (e ressoa!)”. Cinema O Sesc está com um espaço exclusivo para o cinema. Toda semana são disponibilizados quatro novos títulos. No catálogo, filmes para todos os os gostos. Dirigido por Toni Ventura, em 2005, Cabra-Cega conta a saga de dois jovens militantes da luta armada que sonham com uma revolução social no Brasil. A trilha sonora merece atenção! Criada por Fernanda Porto, ouvimos novos arranjos de clássicos brasileiros. Federico Fellini, mais uma vez, mistura a realidade com ficção, sonhos e a vida. Em Os Palhaços, o alter ego do diretor é visto em um garotinho que vai ao circo pela primeira vez, que se encanta e se assusta com as atrações. No decorrer dos 91 minutos, Fellini aproveita para criticar os próprios críticos de cinema, através da jornalista que fica perguntando “o que isso significa?”. Livros São mais de 150 dias de isolamento, que já viraram cem anos. Será que estamos vivendo a história da família Buendia? Em Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez conta o passado da família que, ao fugir da consciência pesada, funda o vilarejo de Macondo. Então, acompanhamos as diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Já em O Processo, Franz Kafka escreve sobre a banalização da violência irracional no século XX. Conhecemos Josef K, um bancário que é acusado por algo desconhecido e que luta pela sua liberdade. Quais são os papéis da lei? A justiça realmente existe? Uma leitura que retrata muito bem os dias de hoje.

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