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In-Edit Brasil 2026

  • Foto do escritor: Desalinho
    Desalinho
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

A 18ª edição do In-Edit Brasil 2026 - Festival Internacional do Documentário Musical acontecerá entre os dias 17 a 28 de junho em São Paulo e no streaming. A programação reúne diversos títulos em première nacional e produções inéditas dedicadas a importantes nomes, contextos e territórios marcantes da música brasileira. Neste ano, o evento homenageia o cineasta Rob Reiner, morto no ano passado.


Na Competição Nacional, foram selecionados oito títulos, sendo cinco deles inéditos no país, fazendo sua première no In-Edit. São eles: Entre o Sucesso e a Lama (Cristiano Burlan); O Cravista (Luiz Eduardo Ozório) que acompanha a vida do cravista Roberto Regina e sua contribuição pioneira à música erudita no Brasil; Pontos de Força, de Vânia Lima, que mergulha na vivência de Mateus Aleluia em territórios sagrados do Candomblé na Bahia; e Universo Circular – Jocy de Oliveira, de Dácio Pinheiro.


Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti, que retrata a trajetória da cantora Dona Onete, do interior do Pará ao reconhecimento internacional; Ninguém Pode Provar Nada, de Rodrigo Pinto, que revisita a trajetória intensa do produtor Ezequiel Neves no rock brasileiro; Massa Funkeira, de Ana Rieper, que investiga o funk carioca como expressão de corpo, desejo e resistência nas periferias; e VIVO 76, de Lírio Ferreira, que mergulha no universo criativo de Alceu Valença a partir do disco Vivo! (1976) completam a lista.


in-edit brasil 2026

Na Mostra Brasil, o festival apresenta nove documentários, sendo quatro deles em première nacional. São eles: Canecão – Tantas Emoções (Bruno Levinson); Nem Tudo É Paz e Amor, de Betão Aguiar, filho do Novo Baiano Paulinho Boca de Cantor, revisita a contracultura a partir da perspectiva dos filhos do Tropicalismo; Quando a Gente Vira Um – Mestre Ambrósio (Cláudia Dias Perez Machado e Shinji Shiozaki); Apocalipse Segundo Baby (Rafael Saar); Ary, de André Weller, que revisita a trajetória de Ary Barroso em um ensaio que mistura ficção e arquivo; Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos (Paulo Severo); Rei da Noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans, que mergulha no universo do empresário Ricardo Amaral; e Vou Tirar Você Deste Lugar, de Dandara Ferreira.


A seção Brasil.Doc oferece uma seleção de seis documentários inéditos no circuito, são eles: Arthur, o Gigante, de Ivan de Angelis, uma homenagem ao legado do baixista Arthur Maia; Canto da Gente – Um Filme Sobre os Tápes, de Matheus Borges, que resgata a trajetória do grupo Os Tápes e seu engajamento social; Gritos de Agonia, de Márcio Crux, revisita mais de quatro décadas do punk hardcore em Belém; Hip Hop Caboclo, de João Nascimento, que investiga os encontros entre o hip-hop e culturas populares brasileiras, com Gaspar Z’África, do grupo Z’África Brasil; O Homem do Fraque Verde, de Petrônio Lorena, um mergulho na tradição do Homem da Meia-Noite; e Punks do ABC, de Jairo Costa, que retrata a cena punk politizada do ABC paulista.


Já na mostra Curta um Som, o festival reúne onze curtas que percorrem diferentes territórios, tradições e cenas musicais do país. Nas Sessões Especiais, o In-Edit Brasil 2026 apresenta dois títulos inéditos em festivais. A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti, acompanha a trajetória da cantora Alaíde Costa, que celebra 90 anos, e seu retorno simbólico aos Estados Unidos em busca de reconhecimento. Já Flora & Airto – O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay, celebra a parceria artística e afetiva de Flora Purim e Airto Moreira, destacando sua influência na música contemporânea.


O festival este ano volta a ocupar as salas do CineSesc, Cinemateca Brasileira, Spcine Olido, Spcine Paulo Emílio (CCSP), Cine Bijou e Cine Matilha (Matilha Cultural), além de oferecer uma programação paralela com shows, debates, encontros com convidados especiais e a tradicional feira de vinil. Confira a programação do evento aqui.



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