• Michele Costa

Dia do Documentário Brasileiro: nova linguagem, pluralidade e político

Atualizado: Ago 16

Cultura, aprendizagem, novo cinema, linguagem, novos formatos de criar - essas são algumas características que muitos críticos de cinema colocavam em seus textos, após assistirem um novo filme/documentário brasileiro. Neles, nada era fictício, tudo era (é) real. Por aqui, cineastas, cinéfilos, atores, atrizes, produtores e tantos outros profissionais necessários para a cultura, fazem de tudo para que a arte seja valorizada.


Um dos diversos modos de continuar a chama acesa, foi criar o Dia do Documentário Brasileiro. A data surgiu para homenagear o cineasta Olney São Paulo e o seu trabalho que retrata o sertão, a pluralidade do Brasil, tornando-o pioneiro do Cinema Novo. Olney foi fortemente influenciado pelo neo-realismo italiano e por filmes de guerra.


Muitos anos se passaram desde o primeiro documentário nacional. Novas tecnologias surgiram, assim como novos cineastas e alterações que foram feitas para seguir a população que está sempre em transformação. É possível verificar um ponto em comum: os documentários retratam o cotidiano de tantos brasileiros que insistem em viver.


Para assistir em casa


Santiago (2007) por João Moreira Salles

No documentário, o diretor conta a história do antigo mordomo Santiago, que trabalhou para sua família por 30 anos, através das lembranças do mais velho. É interessante analisar a relação do menino João x João diretor com Santiago x personagem e Santiago x família.


Serras da Desordem (2006) por Andrea Tonacci

Há muitas maneiras de (re) contar uma história. Andrea mantém firme o seu propósito ao contar a história do índio Carapirú. No filme, vemos Carapirú, um índio nômade, caminhar pelas serras do Brasil até ser capturado pelo sertanista Sydney Possuelo.

Existem dois pontos centrais no filme: a transformação na relação indígena e como o índio vê a natureza após a chegada do homem branco em seu terreno. Passam anos e Serras da Desordem continua atual.


Ilha das Flores (1989) por Jorge Furtado e Cecília Meireles

Considerado o melhor curta-metragem brasileiro, Ilha das Flores é muito mais do que uma reflexão sobre a desigualdade social. Em 15 minutos, Furtado aborda o consumo desenfreado, a ignorância e a falta de política (aqui representado também por Deus). Passado, presente e futuro.


Edifício Master (2002) por Eduardo Coutinho

Dirigido por Eduardo Coutinho, o filme conta histórias e cotidiano dos moradores do Edifício Master, no Rio de Janeiro. Sem atores e grande equipe, são os próprios moradores que contam seus dramas, felicidades, desejos e vaidades, dando o tom ao documentário.


A cultura brasileira é rica! Preserve-a.


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