Conheça: Catarina Zenaro
- Michele Costa

- há 1 dia
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Com forte ligação com a música desde a infância, Catarina Zenaro começou cedo na área. Aos seis anos, entrou para aulas de violão. Aos 12, gravou sua primeira canção em estúdio, dando início ao caminho que hoje a posiciona como uma jovem artista em expansão, transitando entre o português e o inglês, com influências do pop internacional e uma identidade própria cada vez mais evidente.

Agora, aos 21 anos, a cantora e compositora constrói sua trajetória apostando em uma escrita confessional, que transforma vivências pessoais em narrativas pop carregadas de honestidade e intensidade. O single "Lie, Lie, Lie", lançado recentemente, funciona como uma espécie de limpeza emocional depois de um relacionamento marcado por frustrações e mentiras. Em vez de transformar a dor em silêncio, Catarina escolheu convertê-la em composição. O resultado é uma música que combina energia pop rock inspirada na estética dos anos 2000 com um discurso de amadurecimento: compreender que não é possível mudar o outro, mas é possível transformar a forma como se reage às experiências.
A sonoridade intensa e o apelo pop caminham lado a lado com um cuidado narrativo que a artista trata quase como princípio criativo. Catarina valoriza histórias específicas, detalhes cotidianos e emoções sem filtros. É uma construção que encontra ecos em referências contemporâneas do pop internacional, mas preserva personalidade própria ao priorizar autenticidade e vulnerabilidade.
Esse olhar também atravessa sua discografia. Depois do primeiro single, "Crazy Enough", surgido a partir da parceria com o produtor Rique di Azevedo, Catarina lançou o EP DEAR YOU (2021) e passou a consolidar um repertório autoral guiado por emoções reais e influências que vão da força melódica do pop à construção narrativa de artistas que fazem da composição um espaço de memória e identidade.
Enquanto finaliza os detalhes de um novo EP composto apenas por faixas inéditas, Catarina Zenaro parece ocupar um lugar cada vez mais claro dentro de sua própria obra: o de uma artista que transforma verdade em linguagem e encontra, na música, um modo de reorganizar o passado para seguir em frente.




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